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03 Outubro 2012

Como saber se seu provedor pratica traffic shaping

Como saber se seu provedor pratica traffic shaping

Um dos maiores medos de um geek e sua conexão à internet é de que a operadora de banda larga contratada pratique traffic shaping nela. De uma maneira bem simples, podemos dizer que traffic shaping é um jeito que as empresas encontraram de economizar banda, diminuindo a velocidade com que certos pacotes são enviados e recebidos na sua rede. Essa é uma das causas da lentidão de downloads em torrents ou carregamento de vídeos em Flash, por exemplo.

Mas nem todo mundo sabe como testar sua conexão contra esses procedimentos. Até que em 2009 o Google cedeu alguns servidores e ajudou a criar o chamado Measurement Lab, junto com outras três organizações. O site contém diversas ferramentas para testar a conexão à internet, mas como não quero escrever um post tão longo quanto uma tese de mestrado, resolvi me ater apenas ao teste que detecta traffic shaping do procolo BitTorrent.

1. Abra o Glasnost test.

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Ele usa um aplicativo em java para tentar detectar se o seu provedor está deixando os pacotes mais lentos, dependendo do tipo de teste que você escolheu. Você pode testar se há traffic shaping nos protocolos de P2P mais conhecidos, como o eMule ou BitTorrent, e até mesmo em protocolos usados em servidores web e de e-mail, como SMTP, POP e HTTP. Escolha o seu e clique em Start testing.

2. O aplicativo java é carregado e a tela de contagem regressiva aparece.

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Nesse ponto é importante deixar de usar a conexão durante todos os 8 minutos do teste, para não interferir nos resultados. Vá tomar um café e deixe o teste rodando.

3. Receba o resultado e tome as devidas providências.

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Se houver evidências de que seu provedor faz traffic shaping, a página vai mostrar alguns resultados em vermelho. No link para o resultado completo é possível ver especificamente quais portas estão mais lentas ou quais estão se comportando de maneira anormal.

A partir daí, se for detectado traffic shaping na conexão, você pode mudar algumas configurações para tentar passar a barreira imposta pelo seu provedor. São coisas como mudar a porta de conexão do protocolo BitTorrent ou ativar a criptografia de pacotes. Também há uma solução mais drástica: ligar para o provedor e cancelar o serviço. Mas aqui no Brasil esse costuma ser a opção mais difícil de ser feita com sucesso.

E quanto mais testes foram executados no Glasnost, mais dados podem ser angariados para estudos como esse. Dessa forma saberemos quais provedores brasileiros são mais amigáveis para o protocolo de BitTorrent e quais perseguem o protocolo.